reflexão para um guarda-roupa melhor

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Como vocês sabem, estou em busca de um estilo que me defina melhor – confortável, simples e clássico. Com isso, quando olho parte parte do meu guarda-roupa – a parte que não está dentro do estilo que desejo – não consigo me enxergar usando algumas peças. Isso é normal e provavelmente já aconteceu com vocês.

Aí bate a frustração de talvez estar comprando errado coisas que não preciso ou ainda aquele pensamento: Como na vida eu fui parar aqui com esse guarda-roupa que não parece meu? Olha, é bem triste quando você vê que fez algumas escolhas erradas – quem nunca, né? – mas não adianta chorar pelo leite derramado.

E como eu não quero mais investir em coisas que talvez eu não queira usar futuramente, eu andei procurando alguns passos para refletir melhor sobre o que eu quero pra vida e pras minhas roupas e encontrei algumas dicas valiosas:

1 – Montar um quadro de inspirações
Essa é muito boa e já faço há algum tempo no Pinterest. Você pode também reunir fotos de revistas que você viu e achou bonitas ou ainda fazer listas das peças com que você mais se identifica. Mas ó, não adianta montar um quadro de coisas que você acha bonitas mas não são usáveis no seu dia-a-dia. Exemplo: teve uma época que saia de tule tava super em alta, não faz muito tempo. Quando vi, achei lindo, mas ainda bem que não inventei de comprar. Nunca usaria uma saia dessa hoje, acho exagerado e chamativo demais. Então, antes de comprar algo que é bem diferente das coisas que costumo usar normalmente eu dou um tempo pra ver se aquilo é modinha passageira.

2 – Comprar roupas que sirvam para várias ocasiões e para seu dia-a-dia
Isso é mais difícil, mas é algo que venho tentando exercitar. Eu uso muito jeans e cores neutras, SEMPRE. Então, acho que seria mais difícil pra mim, usar um vestido vermelho por exemplo. Nem que eu ache lindo, onde vou usar esse treco? O mais complicado no meu caso é: eu tenho um vestido de um modelo que amo na cor cinza, mas quero ele também em azul, branco, listrado etc. Lógico, se você veste uma roupa social pra ir trabalhar, mas no fim de semana é mais casual, fica pior, não tem muito o que fazer. Eu, por exemplo, gosto de vestidos e shorts, mas não uso pra trabalhar, então é um fator complicador pra mim. Por mais que eu queira ter uns vestidinhos e shortinhos, acabo usando só nos fins de semana, então dá dó de comprar muitos se não uso com tanta frequência. Apesar de gostar dessas peças, tenho que me controlar pra não abusar.

3 – Pensar no clima da sua cidade
É, minha gente, não adianta querer ter vários casacos se na sua cidade só faz calor a maior parte do ano. Eu por exemplo, acho lindas aquelas camisas sociais mais larguinhas tipo boyfriend, mas fala sério: aqui onde eu moro, se tá calor nunca vou usar uma dessas, esquenta demais! E se tá frio já tenho que usar uma blusa mais pesada. Não é prático pra mim. Isso também é uma dificuldade grande, pois apesar de ser um item que gosto não se encaixa com as minhas necessidades.
Mesma coisa para os tecidos: aqui é calor então roupas de poliéster esquentam muito, além de não terem um acabamento bonito. Já me livrei de várias blusas de poliéster que infelizmente não tinha condições de usar.

4 – Não comprar os “must-haves”
Essa eu já aprendi. Sempre que falam que você precisa ter ou precisa comprar algo pra ficar dentro da moda: eu fujo. Primeiro porque eu não quero ficar igual a todo mundo. Segundo porque, tem tudo a ver com a dica 2 – teve uma onda de moda anos 70 ultimamente. Acho lindo – sério. Mas onde eu vou usar aquele monte de franjas, estampas bohemian, kimonos e outras peças que não têm nada a ver com minha personalidade e com a imagem que eu quero passar? O que me leva para a dica 5.

5 – Comprar roupas que reflitam sua personalidade
Sabe aquela roupa que você acha linda quando vê em alguém ou em alguma foto e depois tenta em você e não fica legal? Isso acontece porque talvez naquela ocasião e naquele local, com todo o contexto que a roupa estava inserida, ela combinou super bem. Então, tem que saber separar o que é seu estilo e condiz com a sua personalidade de todo o contexto e ambiente em que determinada roupa estava. Se ainda assim gostar, tem menos chances de errar.

De quebra, mais um item que acho importante: manter apenas o que você AMA. Sempre que vou viajar faço as malas com minhas peças favoritas e fico muito feliz com elas. E sempre que vou sair, acabo usando as mesmas peças de sempre – as que amo.

Ufa, que textão hein. Mas esse guia eu fiz a partir de algumas inspirações que tive lendo blogs por aí, como o Teoria Criativa e Un-fancy. Espero que seja útil de alguma forma pra vocês. Pra mim, vai ser importante reler essas orientações sempre: vira e mexe eu me perco na hora de comprar alguma coisa e me frustro quando olho pro meu armário. Espero que seguindo esses passos eu também fique mais consciente das minhas escolhas.

Beijo!

o caminho

O caminho certo? Não sei.

Só sei que se o caminho em que estamos não nos faz bem, sempre temos a escolha de mudar. Mudar de rumo, de roupa, de maquiagem, de corte de cabelo, de carreira (por que não?). É difícil mudar, sair do “certo” (será mesmo?) para o incerto, não saber o que fazer, para onde ir, ficar em dúvida. Mas é isso que nos impulsiona. E se precisar voltar atrás, porque errou, não deu, tudo bem. O importante é tentar. Ok, tudo isso é muito legal, muito bonito e filosófico, mas por isso em prática é muito mais difícil. Requer esforço, e cálculos, e planejamento.

Não é jogar tudo para o alto, e “uhulll bora ser feliz!”. Tem que ter um pouco de sangue frio também, saber a hora certa para fazer as coisas, guardar dinheiro para o “plano maior”, abdicar de algumas coisas para conseguir outras. Tem gente que desiste antes mesmo de tentar, porque vai dar muito trabalho, porque tem medo, porque acha que está velho, sei lá. Todas essas são desculpas para continuar igual e não sair do lugar.
Não significa desvalorizar tudo o que conseguimos até agora, pelo contrário, é utilizar tudo que temos e aprendemos a nosso favor. Afinal, dedicamos tudo o que somos para conquistar o que temos, foi o melhor que conseguimos fazer, não foi?
Tem gente que nem sabe o que quer direito (eu ainda não sei), mas eu sei, mais ou menos, o que eu não quero. E por aí, a gente começa a ter uma ideia de novas possibilidades para tentar. Tem horas que bate um desespero, ficamos perdidos, que parece tudo impossível, longe demais, inalcançável. Mas é um passinho de cada vez, não adianta ter pressa, a busca é a parte mais legal, que nos proporciona as melhores experiências. Só assim dá pra construir algo sólido. Tudo isso requer tempo, é tijolinho por tijolinho, muitas vezes dá vontade de desistir e a gente acha que a grande chance nunca vai chegar, mas na verdade temos que criar essa grande chance, e o esforço é bem grande, não está escrito tudo o que temos que passar pra conseguir.

O importante é continuar tentando, não deixar o medo nos impedir de buscar o que a gente quer. Às vezes falta o chão, falta enxergar o final, no que aquilo vai dar, mas isso a gente nunca vai saber se não tentar. Então, coragem, porque vai dar tudo certo!

🙂

Foto: Unsplash