descobrindo seu estilo em 7 passos

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Preparei esse post com base em algumas leituras que fiz nos blogs Into-mind, Style Bee e Un-fancy. Tenho que confessar que ainda não coloquei todos esses passos em prática, mas estou chegando lá (risos). Acho que seguindo essas dicas dá pra ter uma ideia de onde pretendemos chegar em questão de estilo e também como conseguir isso sem ficarmos falidas haha

Então, vamos começar?

Passo 1. Inspiração
Essa dica eu já dei aqui: monte quadros no Pinterest, ou uma pastinha no seu computador com looks que você gosta. Se você curte uma peça mas não sabe como usar, faça uma busca do item na internet e salve os que você mais gostar como inspiração. Analise o que essas inspirações tem em comum: cores, tecidos, alguma peça específica? Pra não se perder, selecione cerca de uns 20 looks. Atualização: tente escolher de 3 a 5 palavras que definam os looks. Algumas sugestões: simples, confortável, sexy, romântico, clássico, boho, moderno, despojado, delicado, elegante, criativo…

Passo 2. Experimentação
Pegue um dia para experimentar tudo o que você tem no guarda-roupa e ver se tem alguma peça que não faz mais seu estilo ou não dá certo pro seu dia-a-dia. Veja se tudo está servindo e se pergunte: quando usei isso pela última vez? Ainda serve? Vou querer usar “um dia” ou vou preferir outra coisa do meu armário?

Passo 3. Defina seus itens essenciais
Depois de experimentar, é hora de se perguntar quais os itens você quer manter e os seus básicos pro seu estilo de vida. Se pergunte: por que gosto desse item? O que gosto nele – a modelagem, a cor, o tecido? Condiz com o estilo que quero adotar?

Passo 4. Doar, consertar ou vender
Se não for usar e estiver em bom estado, você pode vender ou doar. Mas se estiver com algum defeitinho, lembre de consertar antes! Vale para os itens que você quer manter – arrume o que precisa antes de guardar novamente.

Passo 5. Registre looks para seu estilo de vida
Monte looks e tire fotos dos que mais gosta para lembrar depois. Crie combos práticos para as atividades do seu dia-a-dia (trabalho, escola, faculdade, academia e até ficar em casa). Mas lembre sempre de pensar na sua realidade antes de começar: se você não usa salto, não adianta só montar looks com salto. Se na sua cidade faz calor, a mesma coisa: faça produções com peças e tecidos leves e que não esquentam etc.

Passo 6. Faça listas
Faça listas das suas peças favoritas e das menos favoritas. Faça listas do que você precisa incluir no seu guarda-roupa – isso ajudará você a se orientar na hora de comprar e evitar que você compre por impulso algo de que não precisa. Essa dica é preciosa, pois ajuda muito a gente a se manter na linha na hora das compras.

Passo 7. Estabelecer prioridades
As listas te ajudarão nisso: compre primeiro o que você mais precisa e depois vá agregando os itens não tão necessários.

Pronto! Acho que seguindo esses passos dá pra gente organizar melhor o que precisamos e o que fazer pra alcançar o estilo que desejamos.

Espero que tenham gostado!

Beijos

sobre usar minhas roupas favoritas

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Vocês já se pegaram pensando: “eu gosto tanto dessa roupa, mas vou deixar pra usar em uma ocasião especial”? Eu já, várias vezes, e sinceramente, não sei qual ocasião é essa que tanto espero hahah

Eu compro uma peça que amo, e de repente ela está lá no guarda-roupa, até de etiqueta ainda, porque ainda não usei. Que bobagem, né? Fico pensando que a peça vai estragar, que eu não comprei ela pra usar no trabalho ou no dia-a-dia, que vou usar ela pra sair de fim de semana… Tem vezes que até uso, mas vale a pena? Ficar guardando, até um dia que ela não caiba mais? Já aconteceu comigo!

Meu marido me deu um tênis lindo, cinza (neutro <3), muito confortável, pra usar no dia-a-dia e até um mês atrás quase não usava por medo de estragar, ou sujar. Até que pensei: se eu não usar agora, vou usar quando? Se sujar, lava, se estragar de tanto usar, ótimo! É uma delícia aquela sensação de que uma peça se pagou de tanto que eu usei!

Outra coisa que acontece comigo é que às vezes uso tanto uma peça que chega uma hora que parece que ela se esgotou, sabem? Olho pra ela e não tenho mais vontade de usar… Algumas vezes, essas peças acabam indo pra doação, mas vocês já pensaram em guardá-las escondidinhas e depois de um tempo pegar de novo pra usar? Talvez isso faça a gente esquecer um pouco delas e dê a sensação de que são uma coisa nova, não sei. Já fizeram isso alguma vez?

Bom, só sei que daqui pra frente posso até guardar uma ou outra, mas acho que vou passar a usar mais as minhas peças favoritas, porque senão, qual é a graça, não é mesmo? Quero saber se vocês também fazem isso com suas roupas ou se só eu que sou assim hahaha

Beijos!

Imagem: Stock Snap

4 dicas para comprar roupas online + minhas lojas online favoritas

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Eu não sei vocês, mas eu A-MO fazer compras pela internet! É uma facilidade, você não tem que pegar o carro, sair de casa, pagar o estacionamento do shopping, enfrentar filas, estressar no trânsito, e pior, às vezes nem encontrar o que você quer… Na internet a gente acha tudo o que precisa, né, só amor <3 hahah

Mas às vezes a gente deixa de comprar uma coisa porque acha que não vai servir, fica com medo de não ficar bom… Então separei algumas dicas que funcionam bem pra mim na hora de comprar pela internet. Lógico que isso não vai te impedir de errar, mas vai te ajudar a fazer escolhas mais acertadas.
Depois que comecei a comprar online, raramente vou a alguma loja física pra comprar alguma coisa – na maioria das vezes só para presente. Em alguns casos, vou para experimentar uma peça que não tenho certeza se cairia bem, mas isso quando tem a dita cuja na loja ou ainda, se tiver a loja na sua cidade, né?

Enfim, então vamos começar:

1 – Verifique a composição das roupas
Veja na descrição se o tecido é 100% algodão, se tem poliéster, se é linho, viscose… Eu já sei que não gosto muito de roupas com poliéster, então evito essas peças. Sei também que tecidos naturais, como linho e algodão, amassam mais – mesmo assim, prefiro esses tecidos – isso já é gosto pessoal, tá? Compare com a composição das peças que você tem em casa para perceber quais são as que você mais curte, que ficam confortáveis, não pinicam etc.

2- Compre de lojas/marcas que você já conhece
Quando você já compra de uma loja física que você gosta e conhece os tamanhos, fica muito mais fácil comprar online. Não tem muito erro porque você sabe o que funciona ou não pra você, sabe a modelagem das peças e o tamanho não varia muito. Outra dica é ir à loja física (se tiver onde você mora) e experimentar o tamanho, às vezes o mesmo item sai mais em conta pela internet.

3 – Comprar dois tamanhos e devolver um
Não é a mais prática das coisas, mas se você tem medo que o estoque acabe e não quer correr o risco, é uma alternativa. Já fiz algumas vezes, tem o incômodo de ter ir devolver nos correios e esperar o estorno, mas se você quiser muito aquela peça, vale a pena.

4- Conhecer suas medidas e comparar com os tamanhos descritos no site
Muitas vezes o tamanho P de uma marca é tão pequeno que é preciso comprar o M para servir. Eu tento comprar os itens que informam as medidas das peças na descrição (comprimento, largura, busto…). Isso geralmente dá certo!

Ah, e se não deu certo, fique de olho no prazo da devolução e no estorno do frete, pois a loja tem que restituir, viu? Então, quando o frete é grátis, é melhor ainda, uma preocupação a menos!

Comprar na internet é realmente muito bom, tem suas vantagens, eu acho até que acerto mais minhas escolhas quando compro online – não tem pressão de tempo (que horas a loja abre ou fecha), não tem vendedores, posso pensar com calma se é aquilo mesmo que quero, posso devolver se não gostei (já fiz compras erradas em lojas físicas, e aí não tem jeito, tive que ficar com a peça)… E não tem aquela coisa de comprar por impulso, tipo: gostei, tá em promoção, vou levar – a peça vai demorar pra chegar mesmo, então eu acabo tendo muito mais consciência das coisas que preciso.

E vocês, gostam de comprar pela internet ou preferem sair para as compras? Tem mais alguma dica pra compartilhar? Posta nos comentários que eu quero saber 🙂

Minhas lojas online favoritas

Uma leitora me sugeriu escrever um post sobre as lojas na internet que mais gosto (obrigada Dani!) e resolvi atualizar esse post com elas pra vocês conferirem:

1. Hering
As coisas que mais gosto de comprar na Hering são blusinhas básicas e vestidos. Também já comprei esse sutiã de lá, e depois dele não quero mais saber de outro – sério, é muito confortável! As calças de lá raramente dão certo pra mim 🙁 Outra coisa que gosto da Hering é que o frete é baixo pra minha cidade (Bauru/SP) – geralmente dá menos de R$ 5,00, e acho que acima de R$100,00 o frete é grátis.

2. Dafiti
Eu gosto da Dafiti porque tem muitas opções de marcas e o que mais compro lá são sapatilhas (geralmente Moleca, Vizzano, Anacapri). Já comprei também blusas e vestidos, mas faz um tempinho que não compro roupas lá, é mais sapato mesmo.

3. Privalia
Gosto de comprar pela Privalia as calças jeans da Levi’s (o modelo com melhor caimento pra mim é o 712 slim), e nessa loja o preço super compensa, é praticamente metade do valor. Foi nessa loja que fiz o teste de comprar 2 tamanhos pra ver qual servia. Mas tem que esperar a marca entrar em promoção e ficar de olho. Como agora tem loja online da Levi’s vou ficar tentada a comprar as calças lá haha Ainda bem que calça jeans dura bastante!

4. Basico.com
Nunca comprei roupas pra mim nessa loja, mas gosto do conceito dela – básicos com qualidade. Muitas das peças são de algodão Pima e tem um valor mais alto – não dá pra comprar tudo de lá, mas as peças que mais gostei da loja são os vestidos tipo camiseta e a camisa clássica branca. Quem sabe um dia, né? Acho que deve valer o investimento!

5. Imaginarium
As bolsas dessa loja são lindas, as 3 bolsas que tenho são de lá. O atendimento é amor (um zíper de uma bolsa minha quebrou e eles trocaram pra mim, mesmo tendo comprado a bolsa há uns dois anos!). Estou esperando eles lançarem uma bolsa preta lisa de tamanho médio, que não seja de poliuretano. Prefiro as bolsas de tecido, duram bem mais, as de poliuretano começam a se desfazer com o tempo, já repararam?

Desculpem pelo textão, queria fazer um post detalhado pra vocês das lojas que mais gosto e o que compro nelas! Até calça jeans, que era uma coisa que só comprava em loja física, agora que sei a marca e tamanho que funcionam, acho que vou passar a comprar pela internet também!

É isso, gente, vocês tem mais alguma loja bacana pra indicar? Adoro conhecer lojas novas 🙂

Beijos!

Imagem: Pixabay

reflexão para um guarda-roupa melhor

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Como vocês sabem, estou em busca de um estilo que me defina melhor – confortável, simples e clássico. Com isso, quando olho parte parte do meu guarda-roupa – a parte que não está dentro do estilo que desejo – não consigo me enxergar usando algumas peças. Isso é normal e provavelmente já aconteceu com vocês.

Aí bate a frustração de talvez estar comprando errado coisas que não preciso ou ainda aquele pensamento: Como na vida eu fui parar aqui com esse guarda-roupa que não parece meu? Olha, é bem triste quando você vê que fez algumas escolhas erradas – quem nunca, né? – mas não adianta chorar pelo leite derramado.

E como eu não quero mais investir em coisas que talvez eu não queira usar futuramente, eu andei procurando alguns passos para refletir melhor sobre o que eu quero pra vida e pras minhas roupas e encontrei algumas dicas valiosas:

1 – Montar um quadro de inspirações
Essa é muito boa e já faço há algum tempo no Pinterest. Você pode também reunir fotos de revistas que você viu e achou bonitas ou ainda fazer listas das peças com que você mais se identifica. Mas ó, não adianta montar um quadro de coisas que você acha bonitas mas não são usáveis no seu dia-a-dia. Exemplo: teve uma época que saia de tule tava super em alta, não faz muito tempo. Quando vi, achei lindo, mas ainda bem que não inventei de comprar. Nunca usaria uma saia dessa hoje, acho exagerado e chamativo demais. Então, antes de comprar algo que é bem diferente das coisas que costumo usar normalmente eu dou um tempo pra ver se aquilo é modinha passageira.

2 – Comprar roupas que sirvam para várias ocasiões e para seu dia-a-dia
Isso é mais difícil, mas é algo que venho tentando exercitar. Eu uso muito jeans e cores neutras, SEMPRE. Então, acho que seria mais difícil pra mim, usar um vestido vermelho por exemplo. Nem que eu ache lindo, onde vou usar esse treco? O mais complicado no meu caso é: eu tenho um vestido de um modelo que amo na cor cinza, mas quero ele também em azul, branco, listrado etc. Lógico, se você veste uma roupa social pra ir trabalhar, mas no fim de semana é mais casual, fica pior, não tem muito o que fazer. Eu, por exemplo, gosto de vestidos e shorts, mas não uso pra trabalhar, então é um fator complicador pra mim. Por mais que eu queira ter uns vestidinhos e shortinhos, acabo usando só nos fins de semana, então dá dó de comprar muitos se não uso com tanta frequência. Apesar de gostar dessas peças, tenho que me controlar pra não abusar.

3 – Pensar no clima da sua cidade
É, minha gente, não adianta querer ter vários casacos se na sua cidade só faz calor a maior parte do ano. Eu por exemplo, acho lindas aquelas camisas sociais mais larguinhas tipo boyfriend, mas fala sério: aqui onde eu moro, se tá calor nunca vou usar uma dessas, esquenta demais! E se tá frio já tenho que usar uma blusa mais pesada. Não é prático pra mim. Isso também é uma dificuldade grande, pois apesar de ser um item que gosto não se encaixa com as minhas necessidades.
Mesma coisa para os tecidos: aqui é calor então roupas de poliéster esquentam muito, além de não terem um acabamento bonito. Já me livrei de várias blusas de poliéster que infelizmente não tinha condições de usar.

4 – Não comprar os “must-haves”
Essa eu já aprendi. Sempre que falam que você precisa ter ou precisa comprar algo pra ficar dentro da moda: eu fujo. Primeiro porque eu não quero ficar igual a todo mundo. Segundo porque, tem tudo a ver com a dica 2 – teve uma onda de moda anos 70 ultimamente. Acho lindo – sério. Mas onde eu vou usar aquele monte de franjas, estampas bohemian, kimonos e outras peças que não têm nada a ver com minha personalidade e com a imagem que eu quero passar? O que me leva para a dica 5.

5 – Comprar roupas que reflitam sua personalidade
Sabe aquela roupa que você acha linda quando vê em alguém ou em alguma foto e depois tenta em você e não fica legal? Isso acontece porque talvez naquela ocasião e naquele local, com todo o contexto que a roupa estava inserida, ela combinou super bem. Então, tem que saber separar o que é seu estilo e condiz com a sua personalidade de todo o contexto e ambiente em que determinada roupa estava. Se ainda assim gostar, tem menos chances de errar.

De quebra, mais um item que acho importante: manter apenas o que você AMA. Sempre que vou viajar faço as malas com minhas peças favoritas e fico muito feliz com elas. E sempre que vou sair, acabo usando as mesmas peças de sempre – as que amo.

Ufa, que textão hein. Mas esse guia eu fiz a partir de algumas inspirações que tive lendo blogs por aí, como o Teoria Criativa e Un-fancy. Espero que seja útil de alguma forma pra vocês. Pra mim, vai ser importante reler essas orientações sempre: vira e mexe eu me perco na hora de comprar alguma coisa e me frustro quando olho pro meu armário. Espero que seguindo esses passos eu também fique mais consciente das minhas escolhas.

Beijo!

estar bem vestida não é estar na moda

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Começo esse post dizendo que hoje em dia, apesar de algumas limitações, a moda nos permite muito mais do que permitia antigamente. Temos várias marcas à disposição, muitas opções de modelos de peças, uns que favorecem nosso corpo, outros nem tanto, referências de estilo para seguir, preços mais acessíveis e o fato de que podemos usar praticamente o que quisermos para definirmos nosso estilo. Fora que tem tantos “estilos” hoje em dia que fica difícil se categorizar em um apenas: ninguém é casual o tempo todo, nem chique, nem esportiva, nem básica etc.
Só que muitas vezes a gente acha que “tem que ter” determinada peça pra ficar na moda, ou se encaixar em algum padrão, mas vou contar um segredo: não tem que ter nada, não! Temos que ter e usar o que gostamos e o que faz a gente se sentir bem consigo mesma. A roupa da vez não vai nos deixar mais felizes ou mais bonitas, e além disso daqui a um mês pode não estar mais na moda e nunca mais vamos olhar para aquela peça.

Se você se sente bem usando estampas, acessórios, coisas coloridas: ótimo, use! Sem pensar no que os outros vão pensar e sem ter medo de errar. Eu por exemplo, já me sinto bem usando roupas mais lisas, básicas, estampas mais discretas e olha que beleza: é ok também! Mas quando quero posso variar, compor um estilo romântico, vintage, boho, enfim… não preciso me prender a uma coisa só. Isso que é o mais legal da moda de hoje, tem de tudo um pouco, tudo misturado. Lógico que sempre vai ter alguém que pode olhar torto pra você porque você está usando uma coisa diferente, mas o que é que tem? Deixa olhar, ué!

E outra coisa importante: qualidade é sempre melhor que quantidade. Não adianta ter um monte de coisa parada no gurda-roupa e sem uso. Só entulha e atrapalha a gente na hora de escolher o que vestir.

Fora isso, é legal avaliar se a roupa que você usa tem a ver com a imagem que você quer passar e é adequada para o ambiente que você vai estar. Exemplo: você gosta de usar roupas com uma pegada rocker, bastante preto, batom e esmaltes pretos, tachinhas nas roupas, jeans destroyed… Ok, mas você vai a um casamento e não quer ficar igual a todo mundo. Sem problema, você não vai usar tudo isso de uma forma que os elementos não conversem entre si, é só trabalhar alguns desses elementos de maneira diferente. No lugar do jeans destruidinho, um vestido preto básico cai bem, uma maquiagem com olhos marcados, acessórios como braceletes e pulseiras combinadas com um sapato mais pesado já dão o efeito desejado. É tudo questão de avaliar o que você quer valorizar e a imagem que você quer transmitir no meio social em que está.

Pra concluir, na moda não tem certo e errado definido, é tudo meio instintivo e na base da tentativa e erro de cada um, só assim a gente descobre e aprende o que dá certo e o que não dá 🙂

Beijo!

Foto: Stocksnap

quanto mais simples, melhor

Nossa, quanto tempo hein! Essas semanas andei na correria e não tive tempo de postar 🙁 Mas estou de volta!

Nesses dias que fiquei offline percebi que estou entrando numa fase fashion mais zen (ou pelo menos tentando, o que é já é alguma coisa rs) e queria que meus looks transmitissem isso também. Quanto mais simples, melhor, sabe? E quando usamos coisas que transmitem uma energia boa, nos sentimos melhor com a nossa imagem e mais nós mesmas, né?

E foi nisso, nessas minhas viagens pela internet com a intenção de buscar ideias, encontrei o blog Un-fancy, já ouviram falar? A blogueira trabalha com um esquema de guarda-roupa em cápsula, onde em cada estação ela escolhe 37 peças para usar e trabalha com elas da melhor forma possível. Legal, né?

O mais bacana é que as peças que ela escolhe são mais básicas e simples, mas quando combinadas entre si rendem muitos looks descomplicados e maravilhosos! Depois de pensar vários dias sobre isso e caçando referências no Pinterest, resolvi trazer algumas das referências que mais gostei nesse estilo, e a maioria delas inclui peças como: camisas lisas, cores claras ou neutras como marrons, beges, cinzas, preto e muito jeans. Olhem só:

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E então, gostam?

Beijo!

Fotos: Simplesbela e Stocksnap

o mais do mesmo da moda

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Ultimamente ando meio cansada de ver sempre a mesma coisa nos editoriais de moda, nas produções das blogueiras, nas revistas, nas araras das fast fashion… Olha que adoro ver essas coisas, as tendências, pensar em looks diferentes com aquelas peças… Mas tenho notado que além de muito comercial e repetitivo, tudo está fora da realidade (pelo menos pra mim). É muita gente falando da marca “tal”, da peça “tem que ter” do momento que daqui a um mês ninguém mais vai se lembrar e vai estar ultrapassado.

Sobra exibicionismo e muita mesmice, em todo lugar a gente vê só as mesmas coisas. Está tão cansativo que eu mesma, na hora de sair, me vejo pegando um jeans e uma blusinha branca porque tudo o que todo mundo faz é igual e já não dá mais, então prefiro ficar no neutro.

Vejo poucos blogs inovadores, poucas coisas diferentes, pouco do olhar de uma forma nova para algo que já temos.

É disso que sinto falta. Gosto de usar o que me faz bem, mas não acompanho todos os desfiles de todas as fashion weeks da vida (e nem vou) e não tenho a intenção de saber os nomes de todos os estilistas bafônicos do momento. Faço o blog porque me interesso por moda e gosto de me vestir bem sem ter que gastar horrores com isso. Confesso que até gostaria de estudar e saber mais sobre esse universo, mas tenho percebido uma mudança no meu estilo faz algum tempo, daquelas mudanças internas mesmo, de que agora, mais do que nunca, tenho que ser eu mesma sem me deixar influenciar por esse mundo consumista onde ter é mais do que ser.

Defendo muito a ideia de moda acessível, que é diferente dessa moda de massa que produz cada vez mais com péssimas condições de trabalho, prejudicando muita gente na cadeia produtiva, mas eu ainda sou consumidora dessa moda, infelizmente, por não ter tanta opção. E acredito que o caminho para nós e também para a moda é se reinventar, pois sem isso só iremos ter mais do mesmo, mesmo.

Foto: unsplash.com

a moda e o plus size

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Esses dias entrei em uma loja e reparei no seguinte: o tamanho das peças estão diminuindo! Sério, tem muita loja fabricando tamanhos P e colocando na etiqueta que são G. Comparei o tamanhos de duas peças com tamanhos diferentes (P e G) e constatei o que eu temia: praticamente não tinha diferença. Aí que você entra numa loja dessas porque achou linda a saia da vitrine e sai frustrada porque nenhuma serviu.

Já vi que estão rolando ensaios e até desfiles com modelos plus size, afinal, já era hora, né? Mas ainda assim, isso é muito pouco, é apenas um começo pra essa moda atual que nos impõe um padrão de beleza que ela mesma criou. Penso que a moda tem que ser inclusiva, para todos os tipos de corpo, sem excluir magrinhas, gordinhas, altas, baixas, com curvas ou sem curvas, enfim, a lista vai longe.

Mas também tenho que admitir que algumas das modelos “plus size” que aparecem nesses editoriais, ao meu ver, nem poderiam ser chamadas assim. Com certeza ainda há um preconceito de muita gente ao ver essas modelos em capas de revista, por isso o cuidado das marcas em começar devagar a mudança. Na verdade, a mudança deve começar de nós, ao não julgar quando vemos alguém usando um cropped na rua e pensar: “Nossa, mas ela não devia usar blusa que mostra a barriga!”.

E por último, poderíamos parar com essa mania de classificar as pessoas: por que “plus size” se é mais uma modelo, que está apenas fazendo o seu trabalho?
Menos rótulos. E mais amor, por favor!

Foto: Dreamstime

história da sapatilha

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Como viciada em sapatilhas que sou, não podia deixar de contar um pouquinho da história delas pra vocês! Elas eram muito usadas até século XVI, não desaparecendo totalmente depois disso, mas perderam um pouco sua popularidade durante essa época. O que aconteceu foi que logo depois de a Rainha da França Catarina de Médici ter acrescentado saltos aos seus sapatos de casamento, as sapatilhas foram deixadas um pouco de lado (pelo menos pelas pessoas de classes mais altas). Depois disso, a moda pegou até entre os homens: na verdade, o uso de sapatos de salto era um símbolo de status e poder, tanto para os homens quanto para as mulheres, sendo pouco usados pelas pessoas de classes sociais mais baixas.

Depois disso, demorou bastante para a sapatilha voltar a fazer sucesso, e só lá pela década de 50 ela reapareceu. Uma das responsáveis pelo retorno das sapatilhas foi a também francesa Brigitte Bardot, que usou o modelo Cendrillon no filme “E Deus criou a Mulher” e logo depois a musa Audrey Hepburn, que popularizou o uso dessa peça no dia-a-dia. Juntas elas mostraram como as mulheres podem ser sensuais mesmo sem usar salto, e hoje em dia a sapatilha é tão queridinha que a gente usa com quase tudo: calças, jeans, saias, shorts, vestidos… Enfim, é muito amor! Atualmente, uma das minhas inspirações para usar sapatilhas é a cantora Carla Bruni: ela usa sapatilhas em muitas ocasiões, e consegue ficar delicada, elegante e super poderosa! Nem preciso falar, mas tenho várias e adoro pensar em como combinar cada uma com as minhas roupas, principalmente as coloridinhas e estampadas!

Foto: Death to the Stock Photo

moda pra vida

Hoje temos tanta informação (e DESinformação) que fica difícil filtrar o que é bacana e o que não serve tanto pra cada estilo de vida. Eu penso que na moda não existe pode ou não pode, existe o que fica melhor e o que não fica. E não adianta a gente ter a peça do momento, ou a marca mais top do mercado, aliás isso só piora a situação! Só deixa a gente mais pra baixo por não ter, quando na verdade o que importa é SER. Por isso, cada vez mais tento ser mais eu com menos, porque não preciso comprar horrores pra mostrar o meu estilo pro mundo. Por que não reaproveitar o que a gente já tem e usar de formas diferentes? Por que dar tanta importância para o “corpo ideal” que é imposto, sendo que nosso corpo já é perfeito do jeito que é? Por que não valorizar o que temos ao invés de querer sempre mais?

Vejo tantas pessoas mostrando e criando um estilo de vida que muita gente quer copiar, quando na verdade, não é a vida real, e isso é tão frustrante! Porque, pelo menos pra mim, vai ser difícil usar um short curtinho e um salto agulha pra trabalhar no dia-a-dia, né?!

Por isso, minhas dicas de moda pra hoje (e pra vida) são:

Repensar o jeito de usar nossas peças, usando em composições originais (camisas com nozinho), ou abusando das sobreposições, por exemplo: um vestido pode ficar diferente, ou “virar” uma saia, com uma camisa ou cardigan leve por cima (e ainda alongar!).

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Peças de baixo (calças, saias e shorts) que combinem pelo menos com mais três peças de cima, pois são as blusas, camisas, camisetas e tops que vão dar a impressão de mais variedade nos looks.

E valorizar nosso corpo: se você tem mais busto, mais quadril, pernas longas ou é mais baixinha, não tente mudar isso! A moda é para todas, a gente não precisa parecer igual a todo mundo. Tem tanto truque pra valorizar o que gostamos mais na gente, sejam as pernas, o colo, a cintura…​ E quase sempre​​, teremos que fazer ajustes nas nossas roupas novas, porque ​n​ós somos reais, com corpos de verdade, independente dos tamanhos das etiquetas das roupas :)​