moda ética

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Moda ética é um assunto delicado, mas eu tenho pensado um pouco sobre isso ultimamente e como é importante discutir esse assunto.  Gostaria de investir mais tempo construindo um guarda-roupa ético, sustentável e que ainda assim atendesse minhas necessidades.

Mas, muitas vezes, encontramos desafios pelo caminho que dificultam a construção desse guarda-roupa. Quero estender o assunto a tudo que acho anti-ético na indústria da moda: peles, trabalho escravo, produção desenfreada… enfim, esse assunto tem várias vertentes.

Mas trazendo isso um pouco mais pro nosso dia-a-dia: eu adoraria comprar roupas das quais sei a procedência, por isso compro em algumas lojas que imagino que não se utilizam desses artifícios para vender. Compro de lojas que fabricam no Brasil (o que já ajuda um pouco, pois é muito mais difícil fiscalizar as lojas que importam de países como Índia, China, Bangladesh), mas sei que isso não garante muita coisa.

Ainda assim, temos outro desafio que é conciliar a qualidade com preço que podemos pagar e ainda encontrar peças que fazem o nosso estilo. Por exemplo, sei que uma peça baratinha de um tecido baratinho que compro numa fast-fashion não vai durar nada, então nesse caso o barato sai caro, e bem caro.
Acho a alternativa de comprar em brechó até interessante, mas nem todo mundo tem tempo pra ficar garimpando roupas usadas que deem certo no corpo, e confesso, usar roupas usadas não me deixa muito confortável, acredito nas “energias” que vêm das pessoas que usaram essas roupas. Não levem a mal, já ganhei muita roupa usada na vida quando era mais nova e ganhava das crianças conhecidas que cresciam.

Só que tem um problema: como posso ser ética, se prefiro comprar uma bolsa de couro que vai durar muito tempo ao invés de um material sintético que daqui a um ano de uso (ou menos) já vai estar em más condições? “Ah, mas você não falou que é contra peles? Então não devia comprar couro também!”. Fora a questão da produção do couro, que é realizada em muitos países de forma desumana (vejam aqui). Como fiscalizar isso?

É lógico que quero ser mais ética nas minhas compras, mas com tantas dificuldades a gente às vezes acaba passando por cima de algumas coisas e deixando pra lá uma questão tão importante como essa. É um desabafo sim e uma frustração, pois me vejo nessa situação toda vez que vou comprar algo novo.

Então, o que fazer? Como vocês lidam com isso?

Beijos!

Foto: Death to the Stock

o mais do mesmo da moda

guardaroupa

Ultimamente ando meio cansada de ver sempre a mesma coisa nos editoriais de moda, nas produções das blogueiras, nas revistas, nas araras das fast fashion… Olha que adoro ver essas coisas, as tendências, pensar em looks diferentes com aquelas peças… Mas tenho notado que além de muito comercial e repetitivo, tudo está fora da realidade (pelo menos pra mim). É muita gente falando da marca “tal”, da peça “tem que ter” do momento que daqui a um mês ninguém mais vai se lembrar e vai estar ultrapassado.

Sobra exibicionismo e muita mesmice, em todo lugar a gente vê só as mesmas coisas. Está tão cansativo que eu mesma, na hora de sair, me vejo pegando um jeans e uma blusinha branca porque tudo o que todo mundo faz é igual e já não dá mais, então prefiro ficar no neutro.

Vejo poucos blogs inovadores, poucas coisas diferentes, pouco do olhar de uma forma nova para algo que já temos.

É disso que sinto falta. Gosto de usar o que me faz bem, mas não acompanho todos os desfiles de todas as fashion weeks da vida (e nem vou) e não tenho a intenção de saber os nomes de todos os estilistas bafônicos do momento. Faço o blog porque me interesso por moda e gosto de me vestir bem sem ter que gastar horrores com isso. Confesso que até gostaria de estudar e saber mais sobre esse universo, mas tenho percebido uma mudança no meu estilo faz algum tempo, daquelas mudanças internas mesmo, de que agora, mais do que nunca, tenho que ser eu mesma sem me deixar influenciar por esse mundo consumista onde ter é mais do que ser.

Defendo muito a ideia de moda acessível, que é diferente dessa moda de massa que produz cada vez mais com péssimas condições de trabalho, prejudicando muita gente na cadeia produtiva, mas eu ainda sou consumidora dessa moda, infelizmente, por não ter tanta opção. E acredito que o caminho para nós e também para a moda é se reinventar, pois sem isso só iremos ter mais do mesmo, mesmo.

Foto: unsplash.com